25.1.07

'os seus queridos anjos'

Ela não sabe. Desespera por eles, que conheceu toda a vida. Não tarda passa-lhe, mas enquanto dura, dura intensamente. Não se lembra bem, foi tudo um tumulto de pulsações altas e revoluções de dor interior. Estava escuro, tinha sido empurrada janela fora, enquanto eles, na sua inocência, seguiam o brinquedo tão atraente até à caixa que os levaria para nunca mais voltar. Não percebeu, mas apercebeu-se que algo ali não estava bem. Os três amores da sua vida eram já recordações. Agora, mia e bem alto. Sofre a perda daquela vez que não soube ou que não pôde proteger os seus queridos anjos.