28.1.07

tomou um rumo inesperado. sorry ^.^

Foi uma longa semana sem sair de casa. Faz hoje três dias que não vejo a luz do sol sem ter como lente um vidro... Sabia que este facto daria asas à minha produção literária, era só uma questão de tempo. Mas até que estava com mais inspiração na cozinha, ao arrumar as panelas na máquina de lavar. e olhem que não me queixo, preferia ter as panelas do que os livros a pesar-me na consciência. Pensando melhor, se calhar até era ao contrário. Pensando ainda melhor, nenhum deles me aliviaria de forma alguma das agressões psíquicas que nos causam quaisquer obrigações. Aliás, desta vez, tomei a iniciativa de tratar da louça porque me sentia culpada por ter pegado a gripe à minha mãe. Algum micróbio que deu um passo grande para o vírus e um passo atrás para a humanidade, que presentemente está ameaçada pelas gripes e constipações. Perguntei-me, de facto, no meio daqueles cheiros culinários e padrões de cortinas, toalhas de mesa e panos de cozinha, se é assim que a espécie humana vai acabar. Esta questão tem-me atormentado mais que bastante nos últimos tempos. Ora, se o gelo está a derreter, se estamos (mais do que ‘à espera') à espera que neve aqui, onde não neva há "c'anos", se as praias não mais o são e os ilhéus do mundo vão passar a usar garrafas de oxigénio permanentemente, que outro fim haverá reservado para o querido ser humano? Certamente não estamos à espera que venha um flying saucer recheado de homens verdes abaixo do metro e meio de altura matar-nos a todos com o seu laser mágico e usar os nossos recursos naturais. Fomos nós que começámos a destruição da terra, porque estamos à espera de…