7.2.07

chamem-me pelo meu nome

Tenho mesmo de ter um rótulo, uma definição? É preciso dizer por poucas palavras e frases o que em 17 anos e tantos meses se passou aqui dentro? Tenho qualidades válidas para me tornar gótica, talento para 'pitah', capacidade p'ra ser considerada popular, vontade de lazy-bones/couch potato, aptidão p'ra me tornar marrona, cara de má e violenta. Eu acho que, no fundo, sou um pouco de todas, com uma pitada de mais qualquer coisa.. E olhem, n ando p'rai a expressar concretamente o que quero que me chamem. Porquê? Porque não me podem chamar só uma coisa de cada vez. Ou é tudo ao mesmo tempo, ou não é nada. querem saber como me chamar? Chamem-me pelo meu nome. Jani. Pode ler-se jani, janai, ianai, por aí fora. Antes chamar-me um desses do que aquilo que nuca fui até este momento. Já que estou em maré de identificação, não quero ter nacionalidades. Quero pertencer ao mundo todo. Talvez um dia, mas sei que hoje ainda não. As fronteiras, a mim, dizem guerra, ódio e problemas. Queria a Pangeia de volta. Pode ser que no próximo mundo a tenha. Quero ser pangeeira. Ou será pangeista? Seja. De qualquer maneira, quero ser Terráquea. Universeeira, isso. Coisa do género.