13.3.07
Alone she cries home
Ataque de Asma ou não, lá foi em marcha, sem correr, e em quinze minutos fez um percurso que lhe costuma dobrar o tempo em outras circunstâncias. Chorou até casa. Pergunta-se porque a escolhera como refúgio. É simples: estava frio e ela era o único conforto num dia de chuva. Essas mil agulhas por segundo que lhe molhavam a cara turvavam-se no sal das lágrimas. Mas nunca, por um segundo que fosse, baixou a cara em remorso ou pena de si. Sabia o caminho que tinha de levar, não havia dúvidas que era a direcção certa. Chorar era soltar a raiva, era decidir o futuro. Ia prometendo-se não voltar a encarar a noite escura por tão longo tempo sem p’ra quem falar.
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