16.8.08

Nova Morada

Hey! Mudei de casa, mas não desapareci do mapa visitem antes: http://yanay.blogs.sapo.pt enjoy* * Jani

14.8.08

Futebol Chinês

Alguém já ouviu falar? Até ontem, acho que foi ontem, pobres coitados, eu não sabia que este jogo também se incluía nos Jogos Olímpicos. Já não bastam os campeonatos todos.. E os infortunados dos anfitriões de perna curta foram logo enfrentar o Brasil. Os lendários. Estes últimos pareciam adolescentes, a brincar ao futebol com criancinhas. Mesmo assim, as ditas criancinhas corriam sem coragem atrás da bola. Faz sentido?

11.8.08

Divago

Depois de passar quase vinte e quatro horas fora de casa, estou hoje sonâmbula à janela… Nunca pensei ter saudades de trabalhar. Ainda que fosse um emprego invulgar. Ser VVM – Voluntário da Viagem Medieval -- tem muito que se lhe diga. Não passa só por uma experiência de trabalho, mas também pela construção de redes de amizade e convívio. É toda uma viagem ao centro de nós próprios. Inspira-nos, pelo menos a mim, a experimentar coisas diferentes. Incita-nos a querer fazer seja o que for, porque pode estar lá o verdadeiro “eu”. Divago. É normal num dia em que até as pintinhas nas pernas me distraem. O que quero dizer com tudo isto é que valorizo muito esta experiência e valorizarei qualquer outra experiência de trabalho que tenha daqui em diante. Agradeço à biblioteca municipal por ter proporcionado aquela folhinha de inscrição no balcão da frente, naquele dia. Agradeço aos meus colegas da Floresta Encantada por me terem mostrado que fechada em casa não trago bem nenhum ao mundo nem a mim. Já me posso garantir que foi um verão bem passado.

31.7.08

I sat there, in my own filth in the bathtub… thinking, wondering if we had ever been that close. If I’d ever truly, actually liked you. If our relationship really was what it was. The dark water always keeps the truth from me. It is never clear. Neither were you.

14.6.08

Dream, Dream, Dream...

Hoje sonhei que estávamos sentadas na cama da minha mãe, a mostrar coisinhas que tínhamos angariado ao longo do ano em que nos separámos. Contávamos as novidades todas, a história da nossa vida desde aquele dia fatídico quando a amizade falhou em prol da diversão e desmotivada pela depressão. A minha mãe não aprovava. Estava na cozinha, a descarregar a raiva nos pratos. E nós íamos vendo o quarto perder luz, rindo e falando, como se as saudades ultrapassassem o orgulho. Fora a culpa minha, fora tua… Era passado, não interessava. E quando acordei, já não sabia mais o que interessava. Se queria ou não este sonho. No fundo, o que não fez sentido p’ra ti significava tudo p’ra mim. Gosto de fazer testes surpresa, porque é em situações inesperadas que se avalia a preparação social. Mas, porém, todavia, contudo… Seria exagero meu?! Teria eu esperado demasiada confiança em retorno? Quando acordo, volto a acreditar que não fui eu, que foste tu. Em sonhos, volto a sentar-me contigo na cama, em risos e patetices, como deixámos de estar muito antes do dito apocalipse fraternal.

14.5.08

You see me here in the corner. Or maybe you don’t. If you do.. you don’t see what I am. You don’t see my art. Or my knowledge. You don’t see my life. My personality. All you see is my bored face. Or silly gestures. You don’t see my double life. You don’t see the scars in my heart. You don’t hear me speaking other languages, playing instruments or singing. You don’t see me dancing. You don’t. Not unless you sit. Sit and watch me for a while. And study my body language. My hands, my arms, my back and my legs. They will show you that I do more than sit in the corner, staring underneath my eyebrows. Because I study you too.

29.4.08

I need you to love every single part of me.

Love my small ears, my frizzy curls,
my twisted toes, my crooked legs,
my thin ankles and narrow waist
and even my eyelids.
My small lips, long eyebrows,
hairy arms, fat cheeks, bellybutton,
strong thighs, big lungs,
Irish heritage, Latin skin tone, British arrogance,
changing tastes, selfishness, problematic personality,
lack of atyle and attention, life experience and options.
Love me for me.

15.4.08

Will you keep me company? Will you help me believe? Will you make me feel safe? I want to feel good around you. I want to feel at ease. I want to know I can trust you. Please come and be my 'prince charming'. I need you. Please make my dream come true, whatever my dream is.
I believe you will. OK, I'll wait.

14.4.08

Quando escreves um texto p’ra mim? Quando me agradeces por ter limpado os destroços dos teus atentados? Quando reparas que eu me dediquei ao que tu abandonaste? Quando reparas que eu que estou aqui, e que respondo aos teus súbitos interesses de quando em quando, também gostava que te sacrificasses um pouco por mim? Quando percebes que quando dizes ‘passar tempo comigo’ p’ra mim não significa nada? Porque eu te perdi. E cada vez mais te perco mais para sempre? Quando percebes que agora és dois? Quando percebes que nunca mais serás quem eu conheci? Quando percebes que és outra pessoa e não podes voltar ao passado? Que não poderemos ter o que tínhamos? Nunca, nem por uma noite. Quando vês que onde passas só fazes merda? Que o teu orgulho te transcende? Quando percebes que não sabes o que fazes? Quando percebes que és o amor e a paixão e eu sou a amizade? Quando percebes que eu limpei as lágrimas que provocaste? Sabes o que fiz por ti? Ou tentei fazer? O que fizeste tu por mim? Por deixares merda p’ra trás, por criares crateras à minha volta, não te vejo mais. Também porque não rodo em tua volta. Também porque vou aonde preciso, quando quero, se me apetecer. Tu não vens. Porque tens vergonha. Não. Não queres admitir que não soubeste resolver. Que não olhas p’ra trás. Porque p’ra frente é que é o caminho. Oxalá, para teu bem. Eu sou o teu varredor. Tu és o camião TIR. Passas, abalas meio mundo, arrastas outro meio. Tu és o furacão. Eu limpo. Eu suavizo. Eu recupero. Tu não me vês. Não com olhos de ver, nem coração de sentir. Tu vives. Eu sobrevivo. Tu tens. Eu sonho.

Não é justo p'ra esquerda ser torta

Esgotei o lado direito. Sinto-o pesar-me, como se já se quisesse reformar. Apetece-me enfiar a mão dentro do ouvido e puxar de lá o que me aflige. Afinal, o que tem o lado direito de especial? Porque trabalhamos automaticamente o lado direito, se o lado esquerdo interessa mais? É do lado esquerdo que temos o coração, a única parte do corpo que pende mais para um lado. Quero escrever, digitar, desenhar, pegar, empurrar, puxar, tudo com a mão esquerda. Preguiçosa, não faz nada. E esta pressão que dá cabo por mim, simplesmente por existir. Por estar lá. Cá. Isto não tem conotação metafórica absolutamente nenhuma. Estou a escrever o que sinto literalmente, não como de costume escrevo, inventando imagens e comparando-as comigo. Avariei do lado direito.

29.3.08

Odeio ir dormir.

Odeio a hora de adormecer. É como uma declaração de mais um dia acabado. Por isso a atraso ao máximo. Pode-se dizer que é o meu complexo de Peter Pan, mas a verdade é mesmo que tenho medo de perder a adolescência antes do tempo.
Agora que estou menos adolescente do que aos meus 16 anos, temo não me voltar a divertir inconsequentemente enquanto tenho desculpa.
Amanhã é mais um dia, mas também é mais responsabilidade... Cada dia me aproxima mais da idade adulta e isso assust-me porque, por mais que anseie a liberdade financeira e o fim do curso, gostava de os ter antes dos 20, enquanto ainda tenho o título de 'teen', e logo, o direito à parvoíce: as manhãs na cama, a ressonar; o quarto em pantanas; os doces e guloseimas; noitadas -- que já acabam mais cedo; longas conversas por SMS; "merda"s; "porra"s; "cena"s; "fogo"; "'tá tudo"; "na boa"; "sharop" (gíria privada); "coiso"...
Não se pode mudar a sociedade. É nesta idade que estudo, mas é nesta idade que me divirto.
É quase uma opção, porque a simultaneidade tem um preço elevado no futuro.

28.3.08

"WORK like you don't need the money

LOVE like you've never been hurt

DANCE like nobody's watching"

7.3.08

Conclusões amargas

Estás aí, no país. Deixaste-me para trás na paisagem. Agora faço parte dela, sabes?! Finalmente percebi o meu lugar no mundo. Acaba por não ser bem o que imaginava, nem o que mais queria, mas é aceitável. A casa é onde está quem amamos. Tu já fizeste a tua casa. E podes facilmente transportá-la contigo.
Estás de vida feita. Não precisas de mais ninguém, senão da tua casa. Pois está mal; há quem precise de ti também. Tenha precisado e continue a precisar. E não só nos momentos maus! Saibando ou não, constuíste-me também. Com as pedras que me deste e que me atiraste intencionalmente ou não, constuí o meu castelo. Ou os seus alicerces, pelo menos. (O projecto só acaba no fim.) Agora, já não me queres dar mais. Dizes, falas, mas não fazes. E eu, por influência, também não faço. Já cresceste. És gente crescida. Fico contente, porque estavas ansiosa por isso. Mas fico triste por não poder partilhar a adolescência que me resta contigo. Fizeste-me aproveitá-la tanto... Nem tinha noção. E agora, está enregelecida no canto do congelador. E a tua está atrás duma parede. Sim, porque sempre tiveste medo de a mostrar. Por alguma razão, não te orgulhas da tua experiência de vida.
Eu não sabia, mas agora compreendo.

19.2.08

"I wonder"

I wonder if people talk about me… me and my friends, my life. I wonder if they wonder why I do certain things, take certain attitudes, and say certain things. I wonder if they get the right idea, if they can really guess what actually goes on behind my skin. I wonder if they care.

2.2.08

I may not be who I wanted to, but I like who I am.

I have learnt to accept my flaws and cherish my qualities. I see the positive side in my flaws, which I consider to be things I wanted to be, but am opposite. For instance: I am not physically attractive. I don't make all the boys fall in love with me. The good thing about that is that I can be appreciated for my personality and not what I look like.

18.1.08

Multicoloured Keyboard

One day Chris asked me: "Daddy, what does it feel to be able to play the piano?" So I answered: "Well, you see the big white keys and the small black keys? They may be only two colours, but when you gently slide your fingers up and down the keyboard, they make rainbow music. Do you know what rainbow music is?" Chris looked flabbergasted. After a few seconds he realized he had dropped his jaw and was gazing at the keys. He shook his head and turned to me with a whispered: "No." "Rainbow music brings millions of colours to your mind. You've heard rainbow music before, haven't you?" "Yes!" he jumped. "Yes, I hear you play it all the time, Daddy. I love rainbow music." "Son, that's very nice. Thank you." "Why?" He was only 5, what could he understand about compliments?! “Never mind. Just listen.” I took a mild breath, closed my eyes for a second and pressed my fingertips on the keys to make a chord. They say the do-mi-so do-mi-so is a happy tune because it makes you feel good. I can confirm it. As I continued playing the memorized key sequence the soothing sounds would come one after the other. So simply. It was like the piano was playing on its own and I was merely the maestro, or maybe just a battery. “But you don’t have the music papers on the stand!” “That’s right. That’s because I don’t like reading music. I prefer to memorize it, so I can play with my eyes closed and so it flows more naturally. Also, I can cheat and give the song my special touch, so that it belongs to me only.” It’s called the artist’s selfishness.