29.3.08

Odeio ir dormir.

Odeio a hora de adormecer. É como uma declaração de mais um dia acabado. Por isso a atraso ao máximo. Pode-se dizer que é o meu complexo de Peter Pan, mas a verdade é mesmo que tenho medo de perder a adolescência antes do tempo.
Agora que estou menos adolescente do que aos meus 16 anos, temo não me voltar a divertir inconsequentemente enquanto tenho desculpa.
Amanhã é mais um dia, mas também é mais responsabilidade... Cada dia me aproxima mais da idade adulta e isso assust-me porque, por mais que anseie a liberdade financeira e o fim do curso, gostava de os ter antes dos 20, enquanto ainda tenho o título de 'teen', e logo, o direito à parvoíce: as manhãs na cama, a ressonar; o quarto em pantanas; os doces e guloseimas; noitadas -- que já acabam mais cedo; longas conversas por SMS; "merda"s; "porra"s; "cena"s; "fogo"; "'tá tudo"; "na boa"; "sharop" (gíria privada); "coiso"...
Não se pode mudar a sociedade. É nesta idade que estudo, mas é nesta idade que me divirto.
É quase uma opção, porque a simultaneidade tem um preço elevado no futuro.

28.3.08

"WORK like you don't need the money

LOVE like you've never been hurt

DANCE like nobody's watching"

7.3.08

Conclusões amargas

Estás aí, no país. Deixaste-me para trás na paisagem. Agora faço parte dela, sabes?! Finalmente percebi o meu lugar no mundo. Acaba por não ser bem o que imaginava, nem o que mais queria, mas é aceitável. A casa é onde está quem amamos. Tu já fizeste a tua casa. E podes facilmente transportá-la contigo.
Estás de vida feita. Não precisas de mais ninguém, senão da tua casa. Pois está mal; há quem precise de ti também. Tenha precisado e continue a precisar. E não só nos momentos maus! Saibando ou não, constuíste-me também. Com as pedras que me deste e que me atiraste intencionalmente ou não, constuí o meu castelo. Ou os seus alicerces, pelo menos. (O projecto só acaba no fim.) Agora, já não me queres dar mais. Dizes, falas, mas não fazes. E eu, por influência, também não faço. Já cresceste. És gente crescida. Fico contente, porque estavas ansiosa por isso. Mas fico triste por não poder partilhar a adolescência que me resta contigo. Fizeste-me aproveitá-la tanto... Nem tinha noção. E agora, está enregelecida no canto do congelador. E a tua está atrás duma parede. Sim, porque sempre tiveste medo de a mostrar. Por alguma razão, não te orgulhas da tua experiência de vida.
Eu não sabia, mas agora compreendo.