25.11.07

Estou morta que cheguem as férias do Natal, p'ra poder parar este vaivém!

7.11.07

Inesperadamente, o café no leite ao pequeno-almoço, a musiquinha no ouvido a fazer companhia até à aula, o sol absurdamente quente para um dia de Outono, a aula de chinês com a professora sempre super bem-disposta e o chocolate de 70%cacau na mala faziam-me cantarolar p'ra mim e sorrir p'ras gaivotas. Estranhamente, de súbito e sem motivo aparente. Assim: estava feliz simplesmente.

13.10.07

lama de LRE

Aveiro está a ser... como hei-de dizer..? no fundo, está incorrecto. Deveria dizer antes: eu estou a gostar da experiência. Domingo é, mais uma vez, um dia deprimente. Não tanto por significar o regresso às aulas, mas também por ser uma despedida regular. Da mãe, da irmã, dos gatos, e do quartinho -- o meu santuário. De qualquer maneira, estou a ganhar uma nova casa, um novo quarto e, com isso, uma nova fase e uma nova forma de vida. Tudo mudou: rotina, caras, sítios, hábitos, problemas, soluções, responsabilidades. Já não sou a Jani que mora e estuda em SMF. Ainda não sou alguma coisa. Já faltou mais. Não me posso queixar. Mas ainda não estou de todo excitada com a mudança. Esperemos mais um pouco.

16.9.07

Colocações na Universidade 2007/2008

Foi hoje. Às duas da manhã, no portátil. Só o sorrisinho na bolinha azul, toda pimpona e feliz por mim e pelos meus colegas caloiros, e depois a confirmação à frente e o nome de curso correcto eram tudo que precisava. Ainda mais a terceira posição. Posso dizer que, mesmo com 6 horas de sono, foi um domingo de realização pessoal. Venha daí mais. Para mim e todos os outros =D

8.9.07

Moonshine*

A Gabi foi p'ra Madrid. Ontem foi a despedida. Jantámos no Pizzarte, em Aveiro e depois fomos até à Praça do Peixe.
Cá p'ra mim, funcionou como uma festa de anos atrasada, uma vez que este ano ela não os celebrou como de costume. Mas via-se na cara dela que lhe soube bem e que precisava.
Dei-lhe um álbum de fotografias nossas. Umas do passado, de quando ela vinha a festas minhas e umas do presente, com as nossas parvoíces habituais. Também deixei espaço para as que ela quiser acrescentar no futuro. Mas a verdadeira prenda foi uma t-shirt branca com uma impressão de uma foto nossa no meu 7º aniversário. Ela não queria abrir, mas não resistiu. E gostou, penso. Foi uma ideia da minha mãe.
É mais alguém que se me foge.

5.9.07

Só para registar

Hoje faz dois anos que o meu tio, Gerry Dunne, me ligou (dado estar sozinha em casa, fui eu quem recebeu a notícia) a comunicar a morte do meu avô P.J. Dunne. Os ossos estão agora num cemitério com vista para o mar, onde quis ser enterrado. Estará, então, satisfeito. C=

31.8.07

Silver 23.04.2006 - 01.08.2007

Uns dias depois da notícia, perdurava a sensação de ainda não estar na dimensão correcta. Queria que houvesse um universo paralelo em que ainda o teria a correr pela casa, o seu pêlo prateado a reflectir a sua inocência, pobre bicho. As saudades alternam com a raiva pelo carro que não travou a tempo. Tudo para esconder o sentimento de culpa. A primeira vez que as suas almofadinhas cinzentas experimentaram o alcatrão preto e quente significou a sua morte. Imediata -- pelo que foi testemunhado. Desde que soube que só pegar no seu corpo jovem, mole e macio me poderia assegurar que não o teria de volta na minha cadeira, a dormir ao sol da janela, a fugir da prisão dos meus braços. Tão pouco estive com ele e já tantas memórias nos uniam. A mim, a ele e à família, à casa também. Por ser tão preso a isso tudo se foi, desesperado e assustado com a nossa ausência. A comida na taça não lhe trazia calor nem carinho. Por ter sido tão ingénuo toda a sua vida de um ano, três meses e mais qualquer coisinha, nos custa tanto que o tivessemos deixado sem a dose de atenção necessária. Não acrescenta só mais uma cruz de vítimas na estrada. Ele era mais um elemento do agregado familiar. Resta-nos a sua imagem. Àquele gato que eu queria encontrar e acabou por vir ter a uma gaveta bem perto de mim e agora é uma fotografia numa moldura.

29.8.07

Provavelmente a Maior Loucura Que Já Cometi

Eu gosto de cicatrizes, mas daquelas que têm um significado e contam uma história, no mínimo, mais corajosa do que esta..
Depois de uma sessão na 'Açoreana das Agulhas' (como se auto-apelidou a mesma), vinha eu pela rua mais calma que conheço (que é, aliás, uma ruela) a sentir o sol do fim de tarde acariciar-me os olhos e fazer as pálpebras derreter.. Inevitavelmente, experimentei como seria caminhar ao meu passo habitual -- um tanto acelerado -- de olhos fechados. Ahh aquela sensação de liberdade e adrenalina: não tinha paredes nem obstáculos, porque não os via.. mas sabia que estavam lá e que era muito provável encontrarmo-nos hostilmente. Já não era a primeira vez que o fazia.. Soou natural.
Lá ia eu, sentindo o calor dourado aquecer os óculos de sol na minha cara, quando àquela mesma velocidade fui contra um poste ou uma esquina, não olhei a tempo de confirmar, e imediatamente continuei a andar, insultando a minha insanidade. Sangue escorreu-me pela bochecha e pingou no casaco. Percebi que ia deixar marca.

12.7.07

Desta é mesmo

Quer eu queira, quer não, a minha vida, em Setembro 2007 vai mudar, pelo menos, 180 graus. Inevitavelmente, aconteça o que acontecer. É tudo que sei e é nisso que resta toda a minha esperança. Posso dizê-lo com toda a certeza.

20.6.07

people forget

2.6.07

Uma pessoa é muitas coisas

Se te pedirem p'ra te apresentares, respondes que te chamas Jani e dizes que és estudante, que és bailarina, que és asmática, que és ateia, ou que és solteira?
Eu não diria nada, p'ra começar. Para além o meu nome, talvez também a minha idade. O resto revelaria a seu tempo, quando fosse relevante para o tema de conversa.
Na verdade, não me posso definir porque não só uma só a cada momento. Ninguém pode porque ninguém é. Muitos apelidos vêm de profissões porque desde há muito tempo as pessoas se caracterizam consoante o seu emprego. Ora, se eu tiver mais do que um emprego, vou definir-me consoante o que gosto mais ou o que paga melhor ou aquele em que sou mais fluente? E se estiver desempregada, defino-me como isso? Eu não fui desempregada a vida toda, nem certamente o vou ser. Posso não fazer tudo ao mesmo tempo, mas também não faço só uma coisa. E não são só as mulheres capazes de fazer mais do que uma coisa ao mesmo tempo.
Por isso não compreendo preconceitos e estereótipos do género: 'sou contra os gays', 'tenho medo de toxicodependentes', 'quero ser uma celebridade, por isso, vou entrar numa novela', 'as anorécticas são malucas', 'os garanhões têm a mania que são os melhores'... OK, este último até sou capaz de compreender, não é por acaso que os garanhões são concorridos -- também hão de fazer alguma coisa por isso... E eu também não sou tolerante a 100%. É impossível ser só e totalmente uma só coisa num só instante.
Daí que eu tenha prazer e orgulho em reunir várias capacidades e daí que me realize mais um bocadinho cada vez que alguém se admira de eu(alguém) ser capaz disso.

14.5.07

Eu gostaria de escrever coisas bonitas e alegres. Mas também não quero dizer o que não sinto.

9.5.07

Av. Dr. Sá Carneiro

A caminho de casa, cá vou eu pelo passeio. Mas Este pequeno bocadinho mais me parece um longo recreio Entre lojas e cafés, vejo cães abandonados, Buracos nas estradas e paralelos levantados. Vou encostada, pela estrada, aos carros estacionados Quase molho as calças todas nas poças do alcatrão À medida que me desvio do lixo espalhado no chão, E do pobre gato preto que o rasga com fome de cão, Quase caio no buraco das obras sem ver o aviso. Não, Só espero que não me aconteça como a quem leva com carros, Por isso, na passadeira, olho p’ra esquerda e p’ra direita e Espero que tudo que é carro passe e se o caminho já está livre, Avanço a passo largo antes que o camião me apite.

21.4.07

Eu também

.vejo com as mãos .cheiro com a boca .ouço com os olhos .sinto com o nariz .saboreio com os ouvidos

19.4.07

Desculpa

Em inglês "I'm sorry", o que não quer dizer exactamente a mesma coisa. Mas é engraçado, que ao português, no seu comum, custe pedir perdão, quando (dada a minha experiência no estrangeiro) não custa tanto aos falantes da língua global dizer que estão arrependidos por terem, simplesmente, raspado o seu braço contra a mala que levo ao ombro. É, de facto, surpreendente e desilude muito (mas cada vez menos) quando quem conhecíamos tão bem se transforma completamente num abominável homem das neves nunca antes visto e cujas acções são tão mais difíceis de prever quando estão contra nós. Aliás, acções, quais acções? Eu cá não assisti a nada. Sinto-me quase obrigada a pedir que me peçam desculpa. Só p'ra não cair no que há quatro anos atrás foi um ponto de viragem no meu campo emocional. Estou esgotada. Não tenho mais confiança p'ra dar. E a culpa não pode ser minha. Sou exigente, sim, procuro a perfeição. E não me importo de conviver com quem sei não se dedicar à honestidade a 100% twenty four seven. Mas também peço um mínimo de dedicação. Sou difícil, requiro paciência, muita paciência. Mas se me derem uns 20% de atenção já me motiva a conquistar mais. É, como tudo, inútil. Mas vale a pena tentar(?)

13.3.07

Alone she cries home

Ataque de Asma ou não, lá foi em marcha, sem correr, e em quinze minutos fez um percurso que lhe costuma dobrar o tempo em outras circunstâncias. Chorou até casa. Pergunta-se porque a escolhera como refúgio. É simples: estava frio e ela era o único conforto num dia de chuva. Essas mil agulhas por segundo que lhe molhavam a cara turvavam-se no sal das lágrimas. Mas nunca, por um segundo que fosse, baixou a cara em remorso ou pena de si. Sabia o caminho que tinha de levar, não havia dúvidas que era a direcção certa. Chorar era soltar a raiva, era decidir o futuro. Ia prometendo-se não voltar a encarar a noite escura por tão longo tempo sem p’ra quem falar.

1.3.07

Quero ser reciclada

Quando eu morrer, não me enterrem. Não me queimem, não me lancem ao mar, não me comam. Eu quero ser útil. Se não for agora, que seja quando deixar de pensar. Se não avariar nenhum órgão do corpo, incluindo a pele, quero ser a visão de um cego, a audição de um surdo, a voz de um mudo, o toque de um maneta, o andar de um perneta, o falar de alguém sem cotovelos, o beijar de alguém sem lábios. Estão autorizados e são obrigados a rasgar-me a pele do corpo, a separar cada músculo, a arrancar-me cada órgão se for para lhe dar um fim melhor. E que quem os reutilizar tenha mil vezes mais sorte, amor e saúde do que eles me deram a mim. Devo avisar que sou de pulmões fracos e nariz pingão. Teimam em não me deixar respirar, talvez seja assim que eu venha a morrer. Daí que não faça sentido usá-los. Fora isso, podem tirar-me os ossos, os dentes, mesmo as unhas, se assim quiserem. Não quero ir p'ra debaixo da terra, tenho nojo a necrófagos, especialmente quando são insectos que andam debaixo da terra. Não quero ser incinerada, apesar de gostar do calor. É desperdício de corpo. Reutilizem-me, aproveitem-me, reciclem-me.

17.2.07

can't you see pain in my eyes? I guess agony isn't see-through. I've recently found out I am the most shameful person in the Universe, that's why my emotions don't show.

7.2.07

chamem-me pelo meu nome

Tenho mesmo de ter um rótulo, uma definição? É preciso dizer por poucas palavras e frases o que em 17 anos e tantos meses se passou aqui dentro? Tenho qualidades válidas para me tornar gótica, talento para 'pitah', capacidade p'ra ser considerada popular, vontade de lazy-bones/couch potato, aptidão p'ra me tornar marrona, cara de má e violenta. Eu acho que, no fundo, sou um pouco de todas, com uma pitada de mais qualquer coisa.. E olhem, n ando p'rai a expressar concretamente o que quero que me chamem. Porquê? Porque não me podem chamar só uma coisa de cada vez. Ou é tudo ao mesmo tempo, ou não é nada. querem saber como me chamar? Chamem-me pelo meu nome. Jani. Pode ler-se jani, janai, ianai, por aí fora. Antes chamar-me um desses do que aquilo que nuca fui até este momento. Já que estou em maré de identificação, não quero ter nacionalidades. Quero pertencer ao mundo todo. Talvez um dia, mas sei que hoje ainda não. As fronteiras, a mim, dizem guerra, ódio e problemas. Queria a Pangeia de volta. Pode ser que no próximo mundo a tenha. Quero ser pangeeira. Ou será pangeista? Seja. De qualquer maneira, quero ser Terráquea. Universeeira, isso. Coisa do género.

28.1.07

tomou um rumo inesperado. sorry ^.^

Foi uma longa semana sem sair de casa. Faz hoje três dias que não vejo a luz do sol sem ter como lente um vidro... Sabia que este facto daria asas à minha produção literária, era só uma questão de tempo. Mas até que estava com mais inspiração na cozinha, ao arrumar as panelas na máquina de lavar. e olhem que não me queixo, preferia ter as panelas do que os livros a pesar-me na consciência. Pensando melhor, se calhar até era ao contrário. Pensando ainda melhor, nenhum deles me aliviaria de forma alguma das agressões psíquicas que nos causam quaisquer obrigações. Aliás, desta vez, tomei a iniciativa de tratar da louça porque me sentia culpada por ter pegado a gripe à minha mãe. Algum micróbio que deu um passo grande para o vírus e um passo atrás para a humanidade, que presentemente está ameaçada pelas gripes e constipações. Perguntei-me, de facto, no meio daqueles cheiros culinários e padrões de cortinas, toalhas de mesa e panos de cozinha, se é assim que a espécie humana vai acabar. Esta questão tem-me atormentado mais que bastante nos últimos tempos. Ora, se o gelo está a derreter, se estamos (mais do que ‘à espera') à espera que neve aqui, onde não neva há "c'anos", se as praias não mais o são e os ilhéus do mundo vão passar a usar garrafas de oxigénio permanentemente, que outro fim haverá reservado para o querido ser humano? Certamente não estamos à espera que venha um flying saucer recheado de homens verdes abaixo do metro e meio de altura matar-nos a todos com o seu laser mágico e usar os nossos recursos naturais. Fomos nós que começámos a destruição da terra, porque estamos à espera de…

25.1.07

'os seus queridos anjos'

Ela não sabe. Desespera por eles, que conheceu toda a vida. Não tarda passa-lhe, mas enquanto dura, dura intensamente. Não se lembra bem, foi tudo um tumulto de pulsações altas e revoluções de dor interior. Estava escuro, tinha sido empurrada janela fora, enquanto eles, na sua inocência, seguiam o brinquedo tão atraente até à caixa que os levaria para nunca mais voltar. Não percebeu, mas apercebeu-se que algo ali não estava bem. Os três amores da sua vida eram já recordações. Agora, mia e bem alto. Sofre a perda daquela vez que não soube ou que não pôde proteger os seus queridos anjos.

19.1.07

Dreamland

There is no other place I’d rather be than the one I am right now. It’s not the land with borders, it’s the one bathed by the sun. The one of million colours, where all living creatures run free It is called the great blue planet; it’s the Earth of you and me. But you see, the land I’d like to have is no longer fit to be We ruined all its greatness with our plans to rule the sea Fresh air, fresh health, fresh water we will sooner have to leave And the old blue ocean’s thirsty for its creatures no longer breathe So I dream and hope the future will take me to a brand new sea So blue, my eyes won’t stand it and as sparkly as can be A place where we’d only smile and laugh and live in harmony Oh that place would rise all creatures to such bliss it’d be hard to breathe

18.1.07

‘‘vai uma doida por ali, a rir-se só para si’’

Trago um sorriso p’ra casa. Não me larga a cada passo. Estou cheia, preenchida de amor e alegria. Espreito do agasalho do meu guarda-chuva verde para ver todo o movimento circundante. Não fosse a fragilidade facilmente violada pela água e pelo vento, atirava esta sombra que me tira liberdade de ver e todas as alegrias que me escapam. Surgem-me mil e uma ideias e pensamentos. Apetece-me correr p’ra casa a escrevê-los enquanto estão quentes, e no entanto, quero que o passeio se estique de forma a atrasar-me e, ao mesmo tempo, dar-me mais tempo deste momento tão jubiloso. É tão raro. Se apenas soubessem como é tão raro. Por isso não quero que acabe. Por isso quero que dure p’ra sempre, que quando acordar amanhã de manhã e na manhã do dia seguinte e do outro a seguir e do outro e do outro, sinta na mesma esta realização interior, que me dá uma aparência de maluca, porque vou sozinha e contente, porque quem não sabe a minha tarde sabe logo toda a minha vida. ‘Sabe’ logo que ‘‘vai uma doida por ali, a rir-se só para si’’. E até é verdade, até que vai aqui uma doida. Eu gosto de ser doida, porque quem não é doido passa a vida a julgar quem o é e acaba por perder na vida a loucura que nos faz viver os melhores momentos que poderíamos alguma vez ter. Sim, também gosto de instantes que ficam na memória: aquelas ocasiões especiais no sítio onde tudo se planeou acontecer, à hora combinada, com quem foi convidado. Mais especial ainda, é a espontaneidade dos encontros ocasionais com quem menos se esperava numa hora de humor perfeito, que nos leva a passar uma tarde de total satisfação sentimental e trazer p’ra casa um sorriso.

17.1.07

A Estrelita quer ser Star

Faz este mês dez anos que vestiu os primeiros soquetes cor de salmão, o seu fatinho azul-bebé com coroas e fitas desenhadas na manga esquerda e as suas primeiras sapatilhas de ballet. Sete anos, tinha a Estrelita, quando saltitou pela sala soalheira adentro, acompanhada dos caracóis castanho-chocolate. A única situação de confronto com crianças da sua idade que não temeu e, aliás, quis enfrentar de vontade própria. Ao entrar, nem olhou para trás, qualquer coisa naquele sítio ali transmitia-lhe confiança. Era um espaço aberto e iluminado, todos os cantos estavam descobertos e as paredes brancas. Nada escondia nada. Muito distraída e conversadora, não prestava atenção, preferia conversar. Não levava muito a sério, só estava lá para dançar. Uns bons 7 anos depois, uma chama fê-la brilhar. Levava tudo à sua frente, a rodar e a saltar. ‘Calma!’ todos diziam. ‘Calma é coisa que não serve’ lhe dizia o brilho cor-de-rosa das sapatilhas. Hoje, não pára enquanto não voar. Saltar não chega, tem de chegar ao holofote mais alto, aquele que está mais longe e, ainda assim, é o que melhor ilumina o lugar onde mais gosta de estar: o palco. A Estrelita quer ser Star.