Eu gosto de cicatrizes, mas daquelas que têm um significado e contam uma história, no mínimo, mais corajosa do que esta..
Depois de uma sessão na 'Açoreana das Agulhas' (como se auto-apelidou a mesma), vinha eu pela rua mais calma que conheço (que é, aliás, uma ruela) a sentir o sol do fim de tarde acariciar-me os olhos e fazer as pálpebras derreter.. Inevitavelmente, experimentei como seria caminhar ao meu passo habitual -- um tanto acelerado -- de olhos fechados. Ahh aquela sensação de liberdade e adrenalina: não tinha paredes nem obstáculos, porque não os via.. mas sabia que estavam lá e que era muito provável encontrarmo-nos hostilmente. Já não era a primeira vez que o fazia.. Soou natural.
Lá ia eu, sentindo o calor dourado aquecer os óculos de sol na minha cara, quando àquela mesma velocidade fui contra um poste ou uma esquina, não olhei a tempo de confirmar, e imediatamente continuei a andar, insultando a minha insanidade. Sangue escorreu-me pela bochecha e pingou no casaco. Percebi que ia deixar marca.
1 comentário:
wow! tens q ter mais cuidado, senao ainda te magoas a serio um dia...
escreves msm bem. publica mas é um livro ;)**
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